Mais ocorrências significam uma proporção maior no histórico?
Não necessariamente. A contagem mostra quantas vezes algo ocorreu; a proporção compara essa contagem com o total de observações. Por isso, um grupo pode ter mais ocorrências absolutas e, ainda assim, representar uma parcela menor do próprio histórico. A comparação só é adequada quando cada grupo tem seu denominador claramente registrado.
Contagem e proporção respondem a perguntas diferentes
Exemplo fictício, criado para este exercício: considere dois grupos de observações históricas. No grupo A, o valor marcado aparece 6 vezes em um total de 10 observações. No grupo B, aparece 9 vezes em um total de 30 observações.
| Grupo | Total | Marcadas | Proporção |
|---|---|---|---|
| A | 10 | 6 | 60% |
| B | 30 | 9 | 30% |
O grupo B tem 9 ocorrências, contra 6 no grupo A. Porém, a proporção do grupo B é menor: 9 ÷ 30 = 0,30, ou 30%. No grupo A, 6 ÷ 10 = 0,60, ou 60%. Assim, “mais ocorrências” não equivale a “maior proporção”.
Como conferir o denominador
Para calcular corretamente, registre três campos: total de observações, quantidade marcada e razão entre os dois. O denominador 30 do grupo B inclui todas as observações daquele grupo, e não apenas as 9 que foram marcadas. Se fossem usados 9 ÷ 9, o resultado seria 100%, mas essa conta responderia a outra pergunta e distorceria a leitura do histórico.
A frequência relativa é obtida dividindo a contagem observada pelo número de observações totais. Referência: OpenStax, frequência e tabelas de frequência. Depois, pode-se multiplicar o resultado por 100 para expressá-lo em porcentagem.
O que essa comparação permite concluir
Neste exercício, é possível concluir apenas que o grupo A tem maior proporção de ocorrências marcadas, enquanto o grupo B tem maior contagem absoluta e mais observações no conjunto. Os grupos são fictícios, e a conta é descritiva: ela não demonstra significância estatística, não estima a probabilidade de uma ocorrência futura e não transforma um registro histórico em previsão ou recomendação.